Resenha: Flores da Ruína de Patrick Modiano

Título: Flores da Ruína 
Autor: Patrick Modiano
Série: Trilogia Essencial 
Gênero: Romance
Editora: Record
Páginas: 112
Ano: 2014
Compare preços
Nota: 4 Estrelas de 5. 
Sinopse: Em 24 de abril de 1933, dois jovens cônjuges se suicidam em seu apartamento em Paris. Naquela noite, eles teriam se encontrado com diversas pessoas e foram dançar. Trinta anos depois, o narrador tenta reconstruir a história deles, que parece se cruzar com a sua própria. Cada pergunta suscita outras, como um eco, ao curso de andanças fantasmagóricas por Paris, de lembranças que retornam à memória...

Olá pessoal, como vocês estão? Vamos de Modiano de novo? Eu já comentei um pouco sobre a biografia dele na resenha de Primavera de Cão. Então, deixaremos de lado essa parte introdutória e partamos ao livro. Flores da Ruína integra a trilogia essencial do Patrick Modiano, junto de Primavera de Cão e Remissão de Pena

Eu já tinha gostado bastante de Primavera de Cão e não foi diferente com Flores da Ruína. Tive a mesma sensação com essa obra. O Narrador, em primeira pessoa, da historia resolve elucidar os pormenores de um obscuro suicídio de um casal ocorrido no ano de 1933. Esse é o artificio usado pelo Modiano para andarmos pelos meandros de suas memórias, recordando certos trajetos, lembrando-se do irmão ou do pai, unindo ficção e autobiografia.

Eu gostaria de ter o conhecimento empírico de Paris, pois assim conseguiria aproveitar cada descrição feita, assim, em vez de me deleitar com os trajetos evocados pelo narrador através da Cidade Luz, eu andaria com ele.

Quem espera pela resolução do caso pode se decepcionar, tendo em vista que o objetivo do Modiano é a reminiscência, a busca de fatos e coisas que ficaram no passado. Isso ficou claro para mim nesse segundo livro que leio dele. Um ponto forte da escrita dele está em conseguir amarrar um fato a uma memória que se concatena a outra, dando forma a narrativa. 

Sobre a capa: Sempre me esqueço de descrevê-las. Há um casal sentado numa escadaria, observando algo ou só passando o tempo juntos, estão próximos, de frente um para o outro. Eles estão no centro-direito da imagem e nós os observamos de cima (acho que é um plano plongée). Em minha opinião é uma imagem que transmite a ideia de tempo e combina muito com o tom da obra. 

P.S.: Livro recebido de parceria com o Grupo Editorial Record.
P.S.1: Quero completar essa trilogia Essencial do Patrick Modiano.
P.S.2: Quem conhece Paris, ao ler esse livro ou o Primavera de Cão deve ter a mesma sensação boa, que eu tenho quando leio Milton Hatoum e ele descreve Manaus em seus livros. 

No mais, até a próxima resenha. 

8 comentários:

  1. Nunca tinha lido sobre essa trilogia, mas por se passar em Paris já me ganhou!!
    Amo livros que passam outras culturas, e tal!
    E se tem mistério, melhor ainda! ;)
    bjuuus

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também gosto dessa ambientação cultural diferente.

      Abraço

      Excluir
  2. já tinha lido o que tu falou desse livro, nao sei qual foi minha opiniao anterior mas a de agora é que eu gostei muito da resenha e fiquei interessada no autor e quero muito ler seus livros.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, espero que você goste da leitura.

      Abraço

      Excluir
  3. Olá Rafael, tudo bem? Dificil a gente não ficar nem que seja um pouco curioso em relação a este historia, ainda mais com este suicídio e esta descrição deste lugar intrivel....Fiquei bem intrigada.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, é bem intrigante. Caso leia, espero que goste.

      Abraço

      Excluir
  4. Que ódio que me deu esse livro. Sério...minha vontade era de tacar fogo! O começo é promiossor, mas o autor em vez de se focar no casal do início da narrativa, nãooooo! Ele passa a divagar sobre a vida dele. Odiei!!!! Odiei!!! Odiei!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, sério? Eu gostei das divagações. No fim, não me importava mais com o casal.

      Abraço

      Excluir

Related Posts with Thumbnails